Jeito bom de se molhar"
Amar é algo incrível, vc se descobre multitalentos, se torna médico, enfeiro, psicologo, terapeuta, cozinheiro, assistente, professor, ator, comediante, poeta, quando não dramaturgo.
Se vê em vários papéis pela mesma pessoa, parceiro, amigo, amante, complice, mãe, pai, irmão, entre tantas outras personalidades.
Desenvolve por esse alguém todas as formas de amor e os apresenta de uma única vez, se torna parte do outro e deseja que seja reciproco , tudo é maravilhoso até quando nada vai bem.
Desta forma tudo parece parte do livro de romance de maior perfeição da terra o detalhe que nos escapa é simples e até bem visível, numa falta de cuidado algumas coisas se perdem ao longo da tragetoria, o "eu" e o "meu", por favor não me entendam mal, não é que eu acredite em nada além do nós, mas qdo existe algo além do nós o "eu" se faz primordial, para que a tão bela relação não vire uma via de mão única.
E assim no seu corpo eu fui chuva, fui fogo, fui vento e tempestade, no seu corpo fui mar, fui terra, fui céu e calmaria, só não fui eu. E nessa bagagem que eu trouxe de mim para sermos nós a sua chegou intacta, a minha tava furada e pelo buraco ficou meu amor próprio.
A parte boa do tempo é que o mundo gira e nesse caminho reavi minha bagagem ou parte dela e nesse comboio de coisas perdidas meu amor próprio me esperava e nele fiz morada e não desgrudo nunca mais.
E um dia eu fui sua, fui tudo que eu pude ser somente pra vc, fui... Já não sou mais.
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